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Você será limitado sempre por aquilo que aconteceu em sua infância?

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A PNL leva na devida conta o fato de a nossa mente não conseguir reproduzir com fidelidade as informações que recebe.

A PNL leva na devida conta o fato de a nossa mente não conseguir reproduzir com fidelidade as informações que recebe. Foi a partir dessa constatação que ela começou a ser sistematizada. John Grinder, como lingüista, já havia dado importantes contribuições no campo da chamada gramática transformacional, ramo da psicologia que estuda como o significado das estruturas mais profundas da experiência subjetiva humana, (níveis neurológicos, subjetivos, pensamentos), se transforma em linguagem, (níveis biológicos, objetivos, comunicação). Foi com base nos estudos realizados nesse campo que mais tarde, juntamente com Richard Bandler, ele montou o chamado metamodelo de linguagem, desenvolvido especialmente para o ramo da terapia, o qual viria, posteriormente, tornar-se a matriz da PNL. Esse modelo nos permite uma atualização dos dados que os sentidos enviam aos centros processadores do cérebro, bem como uma atualização nos “programas” já instalados no sistema neurológico. Nesse processo é importante levar em conta que o que foi aprendido não pode ser esquecido nem cancelado. Isso quer dizer que não podemos voltar ao passado para apagar experiências vividas. Essa é uma diferença importante entre o cérebro humano e o computador. Enquanto na máquina os programas podem ser retirados, trocados, modificados, substituídos, no cérebro essa possibilidade não existe. O que foi registrado não pode ser cancelado, a não ser em casos de patologias específicas em que o cérebro tenha sido danificado de alguma forma. Mas conviver com as informações e experiências já vividas não significa ser “programado” por elas. Se um dia fomos limitados em alguma coisa, isso não quer dizer que precisamos ser limitados sempre.

Isso porque a mente não trabalha com fato em si, mas com o registro e a interpretação que ela faz dele. Assim, a lembrança de uma experiência não pode ser modificada, mas o significado que ela tem para nós pode. Isso geralmente é o que ocorre com o tempo, quando novas informações vão sendo adquiridas e sobrepostas às antigas, modificando o entendimento que tínhamos a respeito de determinado assunto. Dessa forma, os “programas” que nos fazem agir de certo modo não são estáticos, definitivos, imutáveis. E ainda bem que é assim, pois se tivéssemos que tomar decisões na vida baseados sempre no mesmo modelo, jamais passaríamos da infância mental. Assim, o que já foi não precisa ser sempre. O que agora é pode ser outra coisa amanhã.

Muitos de nós, queremos ou estamos ainda vivendo no mapa de nossa própria infância sendo que podemos ampliar e dar novos significados a situações, fatos, acontecimentos de nosso passado.

Por isso afirmo, sempre baseado no Metamodelo, que podemos tomar decisões e fazer diferente com nossas interpretações que temos sobre determinados assuntos. Precisamos evoluir e entender que não precisamos seguir aquele mapa de nossa infância para nossa própria felicidade e convivência com a sociedade.

“o mapa não é o território”, significando que aquilo que sabemos do mundo é apenas uma ínfima parcela dele, apenas o que podemos representar em nossas mentes com a capacidade de linguagem que temos. Isso quer dizer que o pensamos e conhecemos do mundo é muito pouco em vista do que ele realmente é. Em face disso muitas vezes nós nos limitamos ao nosso “pequeno mundinho”, sem saber que fora daquele restrito território em que operamos existe um enorme celeiro de possibilidades que nunca são exploradas por desconhecimento ou por medo de ampliarmos o nosso “mapa neurológico”. Assim, não devemos temer novas experiências, nem ampliar nossos conhecimentos, ou recusar a examinar diferentes pontos de vista, pois isso amplia nosso alfabeto neurolinguìstico e amplia as nossas possibilidades de resposta.

A vida é como um rio. Nunca pára. As águas podem ser as mesmas, mas o que elas trazem nunca são.

Amplie seus mapas. Seja um explorador da vida.

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