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Tratando Ansiedade com PNL e Hipnose

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Esse artigo explora a capacidade dos processos baseados na PNL para alterar as estratégias que conduzem a ansiedade

Esse artigo explora a capacidade dos processos baseados na PNL para alterar as estratégias que conduzem a ansiedade.

Ansiedade é um estado. Os principais processos da PNL sugerem diversas maneiras para alterar o estado, mudando a fisiologia ou as representações internas. Baseado em pesquisas atuais sobre mudança na ansiedade, vamos descrever os metaprogramas e as estratégias específicas que estão associadas com a ansiedade. Depois vamos sugerir processos baseados na PNL que alteram essas estratégias, e mostrar como a PNL e a Hipnose pode treinar uma pessoa ansiosa para criar um estilo de vida mais proveitoso e satisfatório.

A. O que é ansiedade?

O interesse pela ansiedade

Ansiedade é um estado emocional que irá trazer mais seres humanos para tratamento psiquiátrico do que qualquer outra coisa (Beletsis, 1989). 33% das pessoas que visitam seus médicos têm a ansiedade como principal queixa, e uma porcentagem semelhante da população em geral irá desenvolver um “distúrbio clinicamente significativo de ansiedade”
em algum momento da sua vida (Barlow, Esler & Vitali, 1998).

No manual psiquiátrico DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, de 1994) da Associação Americana de Psiquiatria, a ansiedade é descrita de três maneiras. A primeira, a ansiedade prolongada é descrita em termos de sintomas em que a pessoa
se sente impaciente, cansada, nervosa ou excitada, irritada, sofre de tensão muscular e é incapaz de dormir ou se concentrar. A segunda, ataques agudos de ansiedade (pânico) são descritos em termos de reações ainda mais intensas, tais como taquicardia, transpiração, tremores, dificuldade em respirar, dores abdominais ou no tórax, náuseas, tonturas e extremo medo (da morte, insanidade ou perda do controle). A terceira é o reconhecimento de que muitas pessoas sofrem de um dos dois tipos acima de ansiedade, mas a enfrentam de maneira que isso se transforma em outros sintomas – uso de álcool ou drogas, reações extremas e involuntárias de dissociação, transtornos alimentares, rituais compulsivos, violência e outros comportamentos projetados para evitar a ansiedade. Mais mulheres relatam a ansiedade dessa
maneira do que os homens, e isso parece associado a uma preferência masculina por alguns desses outros comportamentos (Barlow, Esler & Vitali, 1998).

Compreensivelmente, um arsenal de medicamentos, como o Valium (Diazepan) foi usados para tratar da ansiedade. Existe pouca evidência de que as drogas, usadas sozinhas, reduzam a frequência e a severidade da ansiedade, visto que usuários voltaram a exibir, depois do tratamento com drogas, o mesmo nível de medo e de comportamento de fuga de antes (Franklin, 1996). Repetidas vezes, os processos de mudanças cognitivas no estilo PNL foram comparados ao Diazepan e drogas correlatas e se mostraram muito mais bem sucedidos (Barlow, Ester & Vitali, 1998). Infelizmente, a ânsia por uma solução rápida (como as pílulas parecem oferecer) está implícita na própria natureza da ansiedade. Por outro lado, a psicoterapia de longo prazo também alimenta a natureza do problema, ao criar dependência (Beck & Emery, 1985). O que funciona é o que a PNL oferece: processos de mudança a curto prazo que devolvem para a pessoa o controle do seu próprio estado.

Desubstantivando a ansiedade

Nós começamos definindo a ansiedade como um estado e você poderá notar que os critérios para ansiedade no manual da Associação Americana de Psiquiatria são quase que totalmente cinestésicos internos. E também, quando o manual DSM-IV quer um sinônimo para a ansiedade, ele usa um puramente cognitivo: “expectativa apreensiva”. Isso é importante. Ansiedade é uma reação física, e ela também não pode ser gerada sem certas
representações internas construídas (visual, auditiva ou cinestésica) de “possíveis” eventos futuros. A pessoa que vê uma aranha pode fazer uma enorme imagem interna da aranha
se arrastando na direção dela, e aí sentir medo como resultado. Uma outra pessoa pode gerar o som de um salão cheio de pessoas rindo e debochando da vergonha dela de falar em público e sentir medo disso.. Outra pessoa pode criar tão bem a sensação de escorregar e cair de
um lugar alto que ela se sente como se estivesse caindo e sente medo disso.

A ansiedade de longo prazo pode ser sustentada por estratégias que colocam o auditivo digital (Ad) na sequência. Uma pessoa pode se imaginar fracassando num exame, falar consigo mesmo sobre como isso vai ser terrível e perceber um crescente pânico a respeito do que ela está falando.

Os resultados iniciais das sinestesias originais também podem ser realimentados no sistema. A taquicardia resultante do pensamento sobre a aranha pode conduzir para a especulação sobre um ataque do coração e, portanto, para um aumento do número de batimentos. Esta escalada física é a origem dos ataques de pânico, ao contrário da ansiedade de longo prazo.

Tais sinestesias foram identificadas por Bandler e Grinder (1976) como a origem da maioria dos medos e ansiedades. Como eles mencionaram, a pessoa com ansiedade não está necessariamente certa do que disparou a sua reação cinestésica. Para ela a reação parece “automática”. Às vezes, a teoria consciente dela sobre a causa é muito diferente da estratégia
inconsciente que você, como Terapêuta, poderia eliciar. Por exemplo, uma pessoa pode lhe contar que ela tem medo do “sucesso”, mas na realidade ela gera o pânico através de imagens internas de rejeição social e fracasso em público (Beck e Emery, 1985).

Como todas as reações ancoradas, o gatilho original pode se generalizar para situações correlatas. O manual psiquiátrico DSM-IV tem uma categoria chamada de Síndrome de Ansiedade Generalizada, onde a ansiedade é considerada como “flutuando livremente” e não relacionada a qualquer gatilho específico. A pesquisa dos psicólogos cognitivos (Beck e Emery, 1985) sugere que essa categoria é um mito. Gatilhos sempre existem, mas nem sempre são recordados conscientemente pela pessoa. Um dos motivos é que a ansiedade pode ser disparada por uma série de situações que não são, aparentemente, relacionadas (embora todas, frequentemente, conduzam para as mesmas consequências finais temidas pela pessoa – por exemplo, humilhação, morte). Outro motivo é que, muitas vezes, as representações internas usadas para criar a ansiedade são de eventos que não existem ou não existiram no mundo real. Uma pessoa pode ter fobia de cobras apesar dela nunca ter visto uma cobra verdadeira. Ela faz isso imaginando como seria ser atacada mortalmente por uma cobra, associando-se a essa imagem, e sentindo medo, como se isso tivesse acontecido. Por essa razão, um filme como Tubarão é seguido por uma onda de novos sofredores de fobia. O filme é bastante inofensivo, mas as imagens internas não o são.

O mundo do “Como se”

Por que os “sofredores” de ansiedade operam essas sinestesias aborrecidas? O terapeuta ericksoniano David Higgins (em Yapko, ed. 1989) chama a atenção de que todos nós vivemos num mundo de “como se”. A fim de agirmos, nós fazemos certas suposições sobre o que irá acontecer. Essas suposições são todas “alucinações”, mas elas têm o potencial para gerar
esperança ou medo, felicidade ou dor. Esse é um processo auto-hipnótico contínuo e ativo, e é potencialmente saudável. Ao antecipar futuros desafios, nós estimamos a importância do desafio, e a força de nossos recursos para reagir a esse desafio (Beck & Emery). Algum medo é uma avaliação realística da gravidade do desafio e, com habilidade, mobiliza o corpo para lidar com tal desafio, aumentando o pulso e a respiração, mobilizando os músculos, etc. A ansiedade severa é um distúrbio do processo “como se”. A pessoa ansiosa (ao contrário da pessoa que tem medo real de uma ameaça atual) demonstra certas “distorções cognitivas” (para usar a terminologia da PNL, elas fazem certas substituições importantes das
submodalidades ou das estratégias). São elas:

 
1. Classificar pelo futuro. Ao concentrar a atenção em potenciais eventos futuros, com a exclusão do presente e do passado, a pessoa é incapaz de acessar memórias com recursos, ou de usar eficazmente os recursos à mão. Desse modo, uma pessoa que na semana passada gostou de falar para um grupo de 1.000 pessoas, pode entrar em pânico amanhã quando pensar em repetir isso.

2. Classificar pelo perigo. A pessoa presta mais atenção nos riscos potenciais e menos nos dispositivos potenciais de segurança. Ela faz isso usando a “visão de túnel” e suas analogias auditivas e cinestésicas. A pessoa que tem medo de falar em público pode enxergar apenas uma pessoa com raiva a encarando e não notar aquelas que estão sorrindo. Uma pessoa com tensão no tórax pode prestar atenção só nisso e especular a sua causa, ao invés de sentir o bem-estar das suas mãos.).

3. Associação com as suas representações internas de perigo. Essa é a principal submodalidade mudada pela Cura de Fobias da PNL.

4. Aumentando a importância do perigo. A pessoa ansiosa reforça submodalidades, como o tamanho e a proximidade da situação/objeto temida, de modo que a ameaça parece maior do que os seus recursos. Ela reduz as submodalidades dos seus próprios recursos e das memórias de sucesso. A pessoa com medo de falar em público pode enxergar uma sala com grandes olhos a encarando, enquanto ela vai se encolhendo. Ela pode fazer isso pelo auditivo
digital ao considerar que o poder da audiência em rejeitá-la ou humilhá-la parece ser mais importante do que realmente é.

5. Avaliação não realista resultante do item anterior. Em vez de classificar o risco (p.ex., “Qual o risco disso numa escala de 1 a 10?”) a pessoa ansiosa tende a agir como se qualquer perigo = perigo total. Pessoa com fobia de viajar de avião, por exemplo, pode estimar que em tempos normais, o risco de acidente num vôo é de um em um milhão. Na hora em que o avião levanta voo, ela pode estimar que é de 50%, e com uma leve turbulência, em 100 contra um a favor de um acidente. (Beck & Emery, 1985). Ela pode então, colocar em jogo uma série de crenças sobre o que “vai acontecer” em tais situações, “Eu tenho que sair daqui”, “Eu tenho que tomar a minha pílula.”). Outro conjunto de crenças pode envolver a estimativa da importância do que as outras pessoas vão pensar sobre ela e da sua reação. Ela pode considerar que fazer algo embaraçoso em público, provavelmente, irá resultar em consequências físicas todos os dias pelos próximos sessenta anos. Portanto, no estado de ansiedade, a pessoa gera toda uma série de crenças para a qual ela reage – em termos de PNL, uma incongruência sequencial.

6. Não ser “a causa”. As sinestesias estão disponíveis em todas as pessoas. As pessoas ansiosas as fazem funcionar com mais frequência e com menos atenção consciente, assumindo a crença de que as suas sensações simplesmente acontecem, ou são causadas pelo ambiente, ao invés de serem resultado da atenção dela para as representações do “perigo”.

7. Ativação fisiológica. A pessoa ansiosa age de várias maneiras para ativar o seu corpo. Ela presta mais atenção para a sua inspiração do que para a sua expiração. Ela caminha e se movimenta mais e, frequentemente, se concede menos tempo para dormir do que outros indivíduos. Ela respira pela sua narina dominante. (Rossi, 1996).

Ernest Rossi salienta que isso é a parte dela que permanece por um longo tempo na fase de vigilância do ciclo normal de ativação/descanso. Quando a ansiedade atinge seu pico em certas horas do dia, Rossi sugere que isso indica que o ciclo de descanso danificado atingiu seu nível crítico nesta hora.

Ansiedade e depressão

No caso da depressão, o foco está nas experiências passadas – fracassos, perdas e derrotas que já aconteceram e são, portanto, fatos estabelecidos. A pessoa deprimida pode nem ter uma linha do tempo futura para ficar ansiosa com ela, nem falar em ter metas. Seus comentários sobre a vida e seu próprio self são, portanto, baseados num “estilo permanente”
de explicação (“Esse é o meu jeito e como as coisas são, tudo é igual, e sempre será.”). A pessoa deprimida tem, compreensivelmente, pouco interesse em fazer alguma coisa, porque ela presume o fracasso (“O que é que adianta se isso sempre me leva de volta para o lugar onde eu sempre estive – nenhum lugar.”). Ela pode ficar esperançosa em relação a tarefas específicas (e depois usar os padrões que estamos chamando de ansiedade), mas geralmente a pessoa deprimida já desistiu de tentar evitar o tipo de dor do qual a pessoa ansiosa está fugindo.

Na pessoa ansiosa, o foco está na derrota potencial e futura, no fracasso ou na perda. A pessoa ansiosa considera que talvez esses desastres sejam evitáveis, se ela, de alguma maneira, conseguir apenas escapar de certos eventos temidos. Neste caso, o estilo de explicação dela é mais vacilante, condicional e mais focado em eventos particulares (“Se eu pudesse só evitar os elevadores, as multidões, de pensar na morte, então eu poderia ser capaz de escapar desse terror.”). A pessoa ansiosa também tem objetivos, mas é incapaz de alcançá-los. Ela tem medo do fracasso. A pessoa ansiosa não desiste de fazer tudo (a menos que ela fique deprimida por causa da sua ansiedade), apenas daquelas coisas das quais ela tem medo (os gatilhos para sua ansiedade).

Como nós acabamos com a ansiedade?

Na realidade esta pergunta é menos simples do que parece inicialmente. A ansiedade em si é conduzida pela tentativa de evitar alguma consequência temida. A solução “simples” para a ansiedade de uma pessoa com fobia de aranha parece ser nunca pensar ou entrar em contato com qualquer coisa que represente aranhas. Para a pessoa com ansiedade sobre perda do autocontrole, a solução “simples” seria nunca estar numa situação onde a perda do autocontrole seja remotamente possível. Evidente que isso é impossível, mas muitas pessoas com ansiedade abraçam a ilusão de tais soluções sob a forma de drogas, distrações, estilos de vida totalmente organizados em torno de seus medos e relacionamentos dependentes onde a outra pessoa não pode ficar longe dos olhos dela ou do seu alcance. O que normalmente é chamado de “ganho secundário” (as vantagens inesperadas que o problema traz para a vida da pessoa, em termos de simpatia, fuga de desafios, etc.) é realmente um ganho primário nas condições de ansiedade. É muitas vezes o objetivo imediato da pessoa que faz ansiedade.

A pessoa ansiosa está nos contratando Nossa função como Hipnoterapêutas e Reprogramadores Neuro-linguísticos é darmos a ela conselho e apoio para colocar em ação um plano que irá mudar sua vida. Isso se tornará uma relação colaborativa, na qual ela precisa não somente “ajudar”, mas também seguir experimentalmente o conselho que nós demos. Nós não temos uma mágica para solucionar o problema para elas. Mas se elas fizerem aquilo que sugerimos, nós acreditamos que elas irão experimentar mudanças. Isso é o mesmo que faz um consultor de empresas. Nós muitas vezes dizemos: “A PNL e a Hipnose  não funciona. Você é que funciona… A PNL e a Hipnose só explica como você funciona, de modo perfeito.” Esse é um acordo de prazo determinado, e é importante tratar disso no início para marcar um número específico de sessões (na maioria dos casos nós usamos duas ou quatro).


As ferramentas da PNL abaixo foram planejadas para serem usadas nesse
contexto, para inverter as “distorções cognitivas” da ansiedade. São elas:

1.    Ressignificar a ansiedade e seus sintomas.

2.    Acessar recursos e soluções.

3.    Ensinar transe âncoras de relaxamento.

4.    Alterar as submodalidades.

5.    Criar crenças mais integradas.

Ressignificar a ansiedade e seus sintomas

Explicamos como a estrutura do problema ansiedade é gerada pelas distorções perceptivas e pelas sinestesias. Ansiedade é simplesmente um sinal de que a pessoa precisa identificar e ajustar as suas percepções da situação, e se comportar de um modo diferente.

Inúmeras vezes, nós solucionamos a ansiedade de falar em público simplesmente fazendo a pessoa perceber que a imagem que ela tinha na mente dela era focada num limitado grupo de pessoas, que tinham os olhos de tamanho fora do normal. Logo que a pessoa acessa seus gatilhos, ela pode mudá-los, muitas vezes, sem maiores explicações. Avaliações não realísticas que a pessoa faz devem ser verificadas nessa hora (as crenças resilientes exigem algumas das técnicas anteriores, mas uma pessoa ansiosa? porque tudo “precisa ser feito imediatamente”? pode ficar fascinada ao descobrir que ela avaliou incorretamente a necessidade). Como seria de esperar, muitos dos nossos clientes mais ansiosos dizem, depois de um transe inicial de 15 minutos, que isso é “a coisa mais relaxante que eu já tive”. Mas para eles isso é somente o início, porque a pessoa também precisa estar empenhada em usar esse processo regularmente. E regular, aponta Ernest Rossi (Rossi 1996), significa diversas vezes durante o dia, para assim reestabelecer um ciclo ultradiano natural de repouso. Como Rossi, nós achamos que muitos clientes ansiosos não terão mais problemas se eles se organizarem para, a cada 90 minutos, descansarem dez minutos, deitando no seu lado dominante (e assim abrindo a narina não dominante).

Alterar as submodalidades

Não há dúvida de que as técnicas de mudança de submodalidade nos fornecem uma flexibilidade fenomenal para remover os gatilhos da ansiedade. Nós já discutimos a alteração de submodalidades de uma experiência para que ela seja codificada de uma maneira normal (p.ex., fazer com que os olhos das pessoas numa audiência, da qual temos medo, tenham o tamanho normal). Outras mudanças de submodalidades podem ser usadas para fazer isso com talento. No Magic in Action, Bandler demonstra o uso do swish visual para acabar com o pânico de uma mulher sobre sua família morrer num acidente, e uma cura pela dissociação do trauma para solucionar a agorafobia de uma mulher. Versões desses processos também foram utilizadas fora do campo da PNL pelos psicólogos cognitivos (veja Beck & Emery, 1985) e pelos terapeutas ericksonianos (veja Russell Bourne em Yapko, 1989). A cura pela dissociação do trauma é a mais pesquisada de todas as intervenções da PNL para o pânico (veja Einspruch, Allen, Dennholz & Mann, Kosiey & McCleod, e Muss para exemplos).

Ansiedade e reações de pânico são incongruentes com o resto da vida da pessoa. Elas são, em termos de PNL, o resultado das “partes”. É como se a parte da pessoa que está no controle na hora do pânico ou da ansiedade tivesse suas próprias intenções, suas próprias crenças e suas próprias escolhas de comportamento, tudo bem diferente das intenções, crenças e escolhas que a pessoa usa quando está mais calma. Não existe nenhuma razão para um homem (ou mulher) adulto ter medo de elevador, por exemplo. Mas quando chega perto de um elevador, a pessoa com fobia de elevador reage com um grupo todo diferente de crenças do que pode acontecer, e escolhe um de uma variedade de comportamentos que ele normalmente não usa, e não acessa as habilidades que ele usualmente valoriza.

Diversas técnicas permitem que a informação circule da neurologia da pessoa para a área onde a ansiedade está sendo gerada. Uma das mais simples é o Integrador do Movimento dos Olhos (Andreas, 1992) na qual a pessoa acessa a memória de uma situação de ansiedade (visual, auditiva e cinestésica) e segue o movimento do dedo do Practitioner enquanto ele o move de um lado para outro na frente do rosto do cliente, horizontal, vertical e obliquamente. Uma técnica similar é empregada fora da PNL como o EMDR (Shapiro, 1995). Francine Shapiro explica : “Uma das maneiras mais simples de descrever os efeitos de EMDR é dizer que o evento alvo permaneceu sem processamento devido às imediatas respostas bioquímicas ao trauma, o que o deixou isolado, numa estase neurológica. Quando o cliente segue um dedo em movimento ou responde a uma batida da mão, a um som, ou mesmo a um ponto fixo numa parede, inicia-se o processamento ativo da informação para responder ao estímulo presente. ” Em outras palavras, o seu cérebro sabe como consertar as coisas, assim que você acessar os dois lados dele ao mesmo tempo.

A nossa experiência é que, mesmo pessoas altamente ansiosas podem aprender a processar seu próprio conteúdo em casa, usando uma variante da técnica, tal como acessar os gatilhos da ansiedade enquanto faz malabarismo.

Várias outras técnicas na PNL geram integração começando com os comportamentos da “parte” ativa durante a ansiedade, e segmentando para cima até que sejam acessados os principais recursos de toda neurologia. Uma é a técnica da Regressão Mental (Hall e Bodenhamer, 1997) na qual você inicia com o pensamento auditivo digital irracional e se pergunta repetidamente: “E por detrás deste pensamento rodopiando na mente existe outro pensamento… Então, você se permite notar, e que pensamento você descobre lá?” Nossa própria versão desse processo são os Estados Ascendentes (Bolstad, 1998) no qual a pessoa presta atenção na experiência cinestésica da ansiedade e se pergunta repetidamente: “Enquanto você está consciente disso, o que mais aparece debaixo disso?” Nós também usamos essa técnica no tratamento da ansiedade em uma única sessão.

Finalmente, a abundância de técnicas da PNL e Hipnose para a mudança de crenças pode ser usada para alterar as crenças irracionais logo que elas forem acessadas (note que enquanto elas são mantidas separadas na parte pânico da pessoa, a pessoa não as experimenta como reais e não “precisa” mudá-las). Alguns níveis de integração precisam ocorrer para que a mudança da crença acesse a parte da neurologia que gera a crença do problema.

Resumo

Ansiedade é oestado indesejado mais comum na psicoterapia, e é gerado por diversas sinestesias das representações dos potenciais perigos futuros para ativação cinestésica. A pessoa ansiosa classifica como potencial perigo futuro, se associa a ele, e exagera nas suas submodalidades. Isso resulta em avaliações fantasiosas do perigo, e de certo modo, o estado emocional da pessoa fica fora do seu controle. Usando o nosso modelo de terapia, resolve.

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